Happy Art Mueller traz Eduardo Spohr a Joinville

Atração publicada em 15/03/2011

O Shopping Mueller traz a Joinville o escritor Eduardo Spohr para lançar o livro “A Batalha do Apocalipse”, participar de um bate-papo com o público e autografar a obra. O evento, dia 30 de março, às 19 horas, é a primeira edição desse ano do projeto Happy Art, desenvolvido pelo Mueller Joinville em parceria com a Livrarias Curitiba.

O Happy Art Mueller é uma proposta cultural que surgiu há quatro anos. O evento tem como objetivo trazer a Joinville personalidades da cultura brasileira com envolvimento na literatura, música, arte, cinema e teatro. Foram convidados do evento o navegador Amyr Klink, a atriz Denise Fraga, o escritor Gustavo Cerbasi, o apresentador de TV e publicitário Roberto Justus e os jornalistas Maurício Kubrusly, Paulo Henrique Amorin e Zeca Camargo, o cartunista Ziraldo, o psiquiatra e educador Içami Tiba, os escritores Fernando Moraes e Laurentino Gomes, entre outros.

No enredo de seu livro, Eduardo Spohr conta que, há muitos anos, o paraíso celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros - amantes da justiça e da liberdade - desafiou a tirania dos poderosos arcanjos levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o Dia do Juízo Final. Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas.

Único sobrevivente do expurgo, Ablon, o líder dos renegados - é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro - a se juntar às suas legiões na Batalha do Armagedon, o embate final entre o céu e o inferno. Essa guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro da humanidade.

Já faz tempo que o livro faz sucesso na internet. Antes de chegar à editora, o autor havia vendido 4.500 exemplares em seu site. Nada mau para uma edição independente. Hoje, são mais de 35 mil exemplares espalhados pelas livrarias. Dez dias depois de lançado, em meados de julho, já estava nas listas dos mais vendidos.

Realização: Shopping Mueller Joinville e Livrarias Curitiba
Promoção: Rádio Itapema FM
Patrocínio: FCJ Pós Graduação
Apoio: Hotel Bourbon

Sobre o autor

Eduardo Spohr nasceu em junho de 1976, no Rio de Janeiro. Filho de um piloto de aviões e de uma comissária de bordo, teve a oportunidade de viajar pelo mundo, conhecendo culturas e povos diferentes. A paixão pela literatura e o fascínio pelo estudo da história o levaram a cursar comunicação social. Começou a trabalhar em agências de publicidade, mas acabou, gradualmente, migrando para o jornalismo.

Formou-se pela PUC-Rio em 2001 e se especializou em mídias digitais. Trabalhou como repórter no Cadê Notícias, StarMedia e iG, como analista de conteúdo do iBest e depois como editor do portal Click 21.

Hoje, além de criar projetos gráficos, é consultor de roteiro e ministra o curso “Estrutura literária: a jornada do herói no cinema e na literatura”, nas Faculdades Hélio Alonso (Facha), do Rio de Janeiro.

Texto de orelha

Não há na literatura em língua portuguesa conhecida nada que se pareça com A Batalha do Apocalipse.

Nas páginas que compõem o volume, Eduardo Spohr nos dá lições de criatividade ficcional, igualando-se mais aos filmes épicos e menos, muito menos, à simples science fiction de antigamente, segundo a óptica de um Isaac Asimov e até mesmo do admirável Ray Bradbury.

Se quiséssemos aproximar Spohr de algum outro autor, este seria J. R. R. Tolkien, com sua trilogia O Senhor dos Anéis, que o cinema revelou ao mundo em três longas-metragens cruelmente encantadores.

Talvez por isso uma das principais personagens deste Apocalipse, a bruxa Shamira, ganhe tanto destaque na envolvente narrativa, tão poderosa que logo capta a atenção do leitor e a admiração e o respeito de Ablon, o herói desta saga.

A personagem com quem Shamira contracena é o Anjo Renegado, que, no enfrentamento com os arcanjos, em tempos imemoriais, levou a pior, e foram, ele e seus seguidores, expulsos das paragens celestes para o universo das profanações e perversidades praticadas pelos homens, condenados a coexistir com Lúcifer e seus diabólicos agentes, até o Dia do Juízo Final.

Na verdade, a trajetória de Ablon é dramática: não pode contar com o perdão dos arcanjos e não deseja tornar-se seguidor de Satanás.

As revelações que o autor descobre e das quais sabe utilizar-se são admiráveis e evidenciam talento criativo extraordinário. As descrições que faz dos tempos idos e dos que estão por vir acontecem em meio a metáforas, como é o caso da Torre de Babel, construída por um rei autoritário e desumano que resolveu conectar seu reino secular com as eternas plagas do Altíssimo. Igual ao monarca de Spohr, tantos outros, de poderosas civilizações do passado, também quiseram ter nas mãos o domínio do mundo e jamais conseguiram.

Mas o importante mesmo, nesta obra, é a fluidez narrativa, o diálogo inteligente, o levantar de situações, gerando o clima denso de uma realidade que sabemos mágica, pois “o texto tem necessidade de sua sombra: essa sombra”, no dizer de Roland Barthes, “é um pouco de ideologia, um pouco de representação, um pouco de nuvens necessárias; a subversão é que deve produzir seu próprio claro-escuro”.

A definição encaixa-se neste livro, que, por certo, colocará o estreante Eduardo Spohr ao lado dos mais criativos ficcionistas da nossa literatura.

José Louzeiro,
escritor e roteirista

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